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A Casa Museu de Monção é uma Unidade Cultural da Universidade do Minho criada em conformidade com os objectivos e as condições do Legado instituído pela Senhora Dona Maria Teresa Cardeal Andrade Martins Salgueiro, falecida em 29 de Outubro de 2001.

Herdeira de uma avultada fortuna e sem herdeiros legitimários, a Senhora Dona Maria Teresa decidiu legar através de testamento realizado em 1992 uma parte muito importante dessa fortuna à Universidade do Minho, sob condição de a legatária criar na sua casa de Monção uma Unidade Cultural denominada Casa Museu de Monção, de modo a valorizar e divulgar, sob o ponto de vista museológico, etnográfico e sociológico, o imóvel em si e o seu recheio, como expressão e testemunho do modo de viver de uma família da alta burguesia, na primeira metade do século XX, no Alto Minho.

O Legado estabelece que a Universidade do Minho, sem prejuízo de «prosseguir a política cultural mais geral que lhe é própria», deverá prestar atenção especial, nas actividades a desenvolver na Casa Museu de Monção, ao meio e às instituições da região em que se insere a nova Unidade Cultural, «de molde a ser sempre uma unidade aberta à comunidade e interactiva com as demais realidades socioculturais existentes na região».

De realçar que a decisão da Senhora Dona Maria Teresa se concretizou após uma visita à Casa Museu Nogueira da Silva, em Braga, também um Legado instituído a favor da Universidade do Minho, cerca de 15 anos antes, pelo Comendador Nogueira da Silva e o modo exemplar como a Universidade desenvolveu esta Casa Museu motivou a Senhora a Legar os seus bens à Universidade do Minho.

A Casa Museu de Monção é um belo edifício da segunda metade do século XVIII, pertencente à família da Senhora Dona Maria Teresa, rodeado de um belo jardim aonde se destaca uma fonte em estilo «arte nova». O recheio da Casa é característico de uma família culta e rica, mas sem preocupações de coleccionismo. Entre os objectos destacam-se pelo seu valor: pano de armar sino-português dos fins do século XVII, de seda azul com águia bicéfala bordado a ouro; tapete otomano de oração o século XVIII de seda vermelha; conjunto de porcelanas de Companhia das Índias, do século XVIII; colecção de paliteiros em prata; objectos vários da ourivesaria Leitão e baixela da Casa Mergulhão; casquinhas inglesas do século XVIII; pinturas da Escola Inglesa e Holandesa de pintura; mobiliário francês, precioso conjunto de porcelanas de Sévres do século XIX.

Do recheio da Casa fazem parte também uma colecção de cerca de 500 garrafas de vinho do Porto datadas de 1926. Calcula-se que esta colecção fosse pertença do pai da Senhora Dona Maria Teresa, o Dr. Andrade, médico e professor de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e grande apreciador da viticultura e que mantinha uma vinha extensa nos actuais jardins da Casa. Enquanto vivo, supomos que esta colecção tivesse sido mantida pelo marido da Senhora, o Dr. Martins Salgueiro, advogado, mas que tinha na caça, pesca e fotografia os seus hobbies favoritos, não tendo como tal o interesse necessário pela actividade vinícola para tratar devidamente os vinhos legados pelo pai da Senhora Dona Maria Teresa.

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