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Nota Introdutória

Com a doação do imóvel residencial na vila do Alto Minho de Monção e outro património imóvel em Lisboa e Cascais e seus respetivos recheios, constituiu a Senhora Maria Teresa Cardeal Andrade Martins Salgueiro, lisboeta com raízes familiares monçanenses, um legado à Universidade do Minho com o objetivo de a partir dele suportar e desenvolver atividades culturais em prol da comunidade monçanense e território Alto Minhoto. Com base neste legado constituiria a Universidade do Minho a mais recente Unidade Cultural criada por deliberação do Senado, (Resolução SU-02/02), a Casa Museu de Monção, aprovada em 28 de Janeiro de 2002, em conformidade com os objetivos e as condições do legado, vindo a integrar-se no Conselho Cultural da Universidade. A 13 de julho de 2002, o Reitor da Universidade do Minho, Prof. Licínio Chainho Pereira, em sessão pública solene apresenta ao público a Casa Museu de Monção/Universidade do Minho e seu espaço museológico.
Ao longo de 15 anos, sobretudo desde que abriu as suas portas ao público, em 8 de Outubro de 2002, a Casa Museu de Monção, vêm cumprindo os objetivos do legado, valorizando e salvaguardando o património, promovendo múltiplas iniciativas culturais que o Regulamento aprovado impõe.
Passado este tempo e em ano de aniversário do centenário do nascimento de Maria Teresa Salgueiro - 9 de março de 1917 - é o momento aprazado para evocarmos a figura da mecenas e o trabalho entretanto realizado ao longo desta etapa de ação da Casa Museu de Monção.
Sobre o perfil humano, social e cultural da testadora e sentido da constituição deste Legado à Universidade do Minho dirá a Mestre Sandra Castro o essencial, que foi em grande parte vertido na sua dissertação de Mestrado (UMinho, 2011).
Sobre as atividades e sentido da ação da Casa Museu de Monção, recolhe-se o essencial no Roteiro das suas atividades (2002-2017). Ele permite atentar nos termos em que a Casa Museu de Monção foi delineando os campos, os objetivos e os parceiros da sua ação e intervenção cultural: uma instituição de suporte a iniciativas e realizações da Universidade, com uma intervenção cultural fortemente articulada à cultura e conhecimento universitário, sempre aberta à colaboração de instituições e agentes locais e regionais de cultura; com um sentido do direcionamento das atividades para a comunidade monçanense – com forte articulação ao município e escolas – à região e às relações galaico-minhotas.
Pretende-se com a edição desta obra salientar o essencial desse percurso e suas realizações. E ao mesmo tempo reúnem-se elementos sobre a ação da Casa, para fornecer pistas para a sua ação futura, e mais adequada definição do seu modelo de intervenção sociocultural, em função do seu enquadramento cultural-universitário e do seu posicionamento numa vila de fronteira Alto-Minhota. E pretende também fazer um primeiro balanço do trabalho realizado.
Deste horizonte pretendem os responsáveis que ao longo dos tempos têm conduzido a Direção desta Unidade Cultural da Universidade do Minho mostrar ao público em geral e à Universidade o trabalho realizado. Foi um percurso e caminhada que contou com muitas parcerias e apoios, que é difícil aqui fixar em todas as colaborações e disponibilidades, mas das quais destacamos os docentes da Universidade do Minho e Universidades públicas portuguesas, do Porto, Coimbra, Lisboa e Évora, não esquecendo as Universidades espanholas vizinhas de Santigo de Compostela, Vigo e Corunha e tantas outras cujos docentes participaram nos Seminários Internacionais realizados. As parcerias com o Consello da Cultura Galega, o Município de Monção, a Santa Casa da Misericórdia de Monção, o Município de Melgaço e Vila Nova de Famalicão pelas cedências constantes de exposições itinerantes do Museu Municipal Bernardino Machado, a Universidade Diogo Bernardes da Ponte da Barca, a APPACDM - núcleo de Monção, o Cineclube de Monção, a Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira e Vila Nova de Gaia, entre tantas outras instituições que connosco vêm trabalhando e desenvolvendo projetos em prol da comunidade.
Esta é também uma oportunidade para registar um público agradecimento a todos quantos tem colaborado neste projeto. Com uma particular referência à Universidade do Minho e seus Reitores, ao Conselho Cultural e suas Unidade Culturais, aos elementos que ao longo dos tempos foram integrando as comissões instaladoras; aos funcionários da Casa Museu de Monção que por terem vivido tantos anos com a testadora são também eles condutores da sua alma e personalidade. À Câmara Municipal de Monção que a partir do protocolo assinado com a Universidade em 2002, em vigor até 2012, foi cúmplice e parceira de muitas iniciativas. Uma palavra de especial agradecimento a todos quantos connosco tem colaborado, cujas principais eventos vão aqui relatados: conferencistas, artistas plásticos, grupos e associações culturais e recreativas do espaço português e galego.

O Presidente da Direção da Casa Museu de Monção
José Viriato Eiras Capela
Prof. Catedrático da UMinho


 
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